Todos dizem que a vida só é completa quando encontramos um alguém.
Mas não dizem como e onde encontramos esse alguém.
Fazendo com que pensamos que cada menino (a) é a nossa cara metade.
Estou chutando ou inventando tudo isso?
Não, eu não estou chutando e muito menos inventando isso.
Ao contrário, eu já sofri. Fizeram-me de brinquedo como se eu não fosse ninguém. Humilharam-me fazendo com que eu parasse no fundo do posso, sem amigos, sem ninguém. Demorei me reerguer.
Você deve estar se perguntando: Ela aprendeu a lição?
Não, eu não aprendi a lição. Ainda continuei procurando aquele alguém. Acredite, eu tentei parar, mas a ilusão de ser feliz, ainda me movia. Depois de algum tempo, não sei o quanto, encontrara outra pessoa, ele era perfeito. O cara dos meus sonhos. Mas o cara dos meus sonhos era mentira. Descobri que ele saía toda a noite para baladas e festas de amigos, pegando todas as meninas que via pela frente. Como descobri? Uma menina me contara não a conhecia por isso não acreditei. Mas aquela ideia ficou martelando em minha cabeça até que decidi segui-lo. Marcamos um encontro em minha casa, ficamos conversando até altas horas, quando era meia noite, ele ficava repetindo incontrolavelmente "tenho que ir." Segurei-o até um ponto que ficara insuportável aquela frase. Depois de dez minutos fui atrás dele. Estranhei-o ter ido pela avenida sendo que a casa dele é acima da minha. Ele entrara numa casa escura, me lembrara de comentários que aquela casa pintada de negro era uma boate. Esperei ele entrar e entrei atrás. Vira ele no meio de várias meninas bem mais lindas que eu. E depois de alguns segundos ele beijara uma menina à minha frente. Saí desvairada atropelando a todos que estava me tapando a passagem. De raiva e sem pensar direito, sentei ao bar da boate e pedi um copo cheio de uísque. O garçom perguntou se eu estava passando bem, respondi grosseiramente e pedi, ou melhor, ordenei para que trouxesse o meu copo de uísque. Tomei-o rapidamente e logo pedira outro. Assim foi um copo atrás do outro. De repente comecei a dançar e a enlouquecer. Chorei um rio de lágrimas e logo depois ria que me dava dores no meu corpo todo. Depois fui despejada da festa, me jogaram na rua como se eu fosse um lixo, que era como eu me sentia. No outro dia acordei com uma enxaqueca imensa. Estava muito mal, meu estômago revirava com o gosto amargo de minha boca. Mas, o que mais doía, não eram os machucados no meus braços. Era a dor da traição que rasgava o meu peito, como se fosse uma navalha fria e afiada. Que tornava a dor mais que insuportável. Olhei em volta e estava em uma calçada em mera avenida. Todos me olhavam com desprezo. E alguns até davam risadas. Me levantei um pouco tonta. E a enxaqueca piorava cada vez mais, até latejavam de um jeito que me agradava um pouco. Tratei dessa dor como se fosse minha única companheira. Enquanto caminhava, lembrei-me de tudo que havia passado desde o início, e o porque. Até que decidi não mais me iludir. Fazer com que a felicidade fosse um castelo de ilusões que todos a minha volta viviam. Que o sorriso fosse só um jeito de demonstrar que a ilusão fosse perfeita. Depois de ter completado metade do caminho, me dera uma dor no peito que me fizera cair no chão. Senti uma coisa em meus braços que me fizeram levantar. Olhei para o lado e uma pessoa sorrira para mim. Me acompanhara até minha casa. Não sabia quem era, de onde vinha, e nem o por que de ter me ajudado. Mas sabia que me conhecia. Fomos o caminho todo em silêncio. Mas não porque eu queria, era por que de tanta dor eu não conseguia falar. Ele também não disse nada. Não sei se estava com vergonha ou algo do tipo. Mas não conseguia parar de olhá-lo. Parecia que nos seus olhos haviam um imã. Me deixara em frente a minha casa. Tentei agradece-lo ou ao menos despedir-me com uma única palavra mas, não conseguia. Ele fora embora como se fizesse uma boa ação sem olhar para trás. Tentei falar mas não sei o que aconteceu, era como se eu estivesse ficado muda. Como se algo segurasse minha língua. Abri o portão e entrei. Fui direto para cama. Chorei, chorei. Não sabia a quanto tempo estava chorando mas, sabia que pelo menos a enxaqueca havia passado. Ficara me lembrando das mãos macias que me levantaram. Do olho lindo que aquele menino possuía. Mas o que mais fiquei feliz por tê-lo conhecido, era que ele fizera a dor que havia em meu peito passar, como se ele fosse um anjo salvando-me da escuridão. Levantei-me e para tirar a ressaca tomei um banho frio. Coloquei um pijama qualquer, e dormi. Sonhara que estava perdida num mundo da escuridão, que não havia nada e nem ninguém. Que estava sozinha e abandonada. De repente escutara gritos e gemidos de dores. Corri atrás para ver se encontrara alguém. Estava assustada não sabia para onde ir ou o que fazer. Tudo estava escuro havia fumaças e mais nada. Até que encontrei alguém.
- O que está havendo? Que lugar é esse?
- Esse lugar, menina é o verdadeiro fim do mundo onde nada nem ninguém, merece vir para cá. Como dizem mesmo na terra, o inferno.
Ele dissera a última frase acompanhado de uma risada nem um pouco agradável. Saí correndo feito louca sem ter para onde ir. Procurando alguma saída. Até que encontrei outra pessoa. Perguntei o que estava havendo onde estávamos. Mas em resposta recebi gemidos de dor, Aproximei-me e olhei-o detalhadamente. Ele estava com um braço em volta a barriga e estava com o rosto todo machucado. Perguntei o que acontecera, mas ele não tinha voz. Não conseguia dizer se quer uma palavra. Apenas sussurrou: "Corra." Atendi ao seu pedido e saí correndo, mas eu não podia abandoná-lo. Então voltei e ajudei-o a levantar. Ele se recusou no começo, insistiu para que eu fosse embora. Então tive que falar mais alto e ele acabou cedendo. Fomos devagar, pois a dor que ele tinha fazia-o mancar o tempo todo. Depois de caminharmos horas e horas, conseguimos achar a saída. Chorei de alegria quando vi a claridade novamente. Saímos daquele lugar obscuro e assustador e entramos no lugar mais lindo e calmo. Olhei para ele de novo, seus olhos ao invés de estarem calmos estavam estatelados com medo. Com muito medo. Parecia que via algo que o assustara. Perguntei o que estava acontecendo, mas o susto era tão enorme que perdera a voz novamente. Então, olhei na mesma direção em que ele olhava. E vi um homem revestido de preto. Suas roupas estavam todas rasgadas, era um velho todo enrugado. Suas unhas eram enormes. A cabeça estava com uma toca que tampara o rosto todo. E andava de cabeça baixa. Foi chegando perto. O menino se renegando andando para trás e balançando a cabeça negativamente. O homem o tomou de meus braços sem olhar para mim e para ele. O levou de volta para o lugar escuro. O menino começou a gritar e a se bater. Tentei segurá-lo, mas o homem era mais forte que eu. Juntos começamos a gritar "não!". Mas não adiantava de nada. Um homem pegara-me pelos braços exatamente como o menino de olhos verdes fizera. Me afastava mais e mais daquele menino. Quando ele sumira gritei até minha voz sumir. Até que acordei. Estava suada. Minha cama toda molhada de suor. Fiquei alguns minutos tentando entender, tentando reconhecer aquele rosto, que me parecia familiar. lembrei-me de muitas pessoas exceto ele. Não conseguia lembrar de forma alguma de onde era. Busquei na memória lembranças de escolas, faculdades, trabalhos. Mas, não o via em lugar algum. Depois de minutos a procura de lembranças distantes, levantei-me e fora tomar banho. Peguei os lençóis e as cobertas molhadas, coloquei-as na lavandaria. Você deve se perguntar: " Como ela é? Se ela mora sozinha? Qual é o nome dela? Será que ela trabalha?".
Bom, eu moro sozinha. E como disse no começo fora muito humilhada então, acabei sendo expulsa da casa da minha mãe. Tive de ficar na casa de uns colegas até consegui arranjar dinheiro para comprar minha casa própria. Eu tenho 19 anos. E meu nome é Amy Lee. O resto acho que não tem importância. Até porque, quem gostaria de ficar na memória quem sofre o tempo todo? Continuando. Eu fui tomar banho. Para ver se eu parasse de pensar pelo menos um pouco, naquele sonho horrível e sem sentindo. Logo em seguida fui lavar os lençóis e cobertas. Peguei o colchão o coloquei no sol para secar. Depois de ter arrumado a casa. Parei para me alimentar. Não imaginara o quanto estava com fome. Logo após, sentei-me no sofá para assistir algo interessante que passava na televisão. Encontrara um canal que passava um filme muito chamativo. Que por conhecidência a personagem era idêntica a mim. Nunca parava para assistir filme. Acho que não era algo que eu gostasse. Enquanto ao filme, a garota é despejada de sua própria casa. Procurou achar um lugar para ficar enquanto ajuntava dinheiro para comprar ou alugar uma casa. Exatamente como eu fizera. Passado algum tempo a garota acha outro alguém para compartilhar a sua vida. Mas, logo ficara sozinha de novo. Até que decidiu não se apaixonar. Ela continuou a sua rotina. Trabalho casa. De vez em quando um cinema para se distrair nos finais de semana. De tanto ser pontual e esforçada ao trabalho, foi promovida de secretária para gerente. A vida dela ficou um pouco mais corrida do que era. Mais por incrível que pareça ela estava feliz por quão cansaço. Pois, não precisava procurar algo para se distrair. Apenas seu trabalho era suficiente. Depois de muitos dias ou até meses de trabalho. Seu chefe pedira para que tirasse uma férias. Até pagou passagens para Washington. Chegando lá, ela fora para o hotel que seu chefe havia reservado. Ao lado de seu quarto havia um menino um tanto lindo. Que também estava á passeio. Eles acabaram se conhecendo e o resto vocês já podem imaginar. Aquele velho final. "Eles viveram felizes para sempre." Acabado o filme vira o céu por entre as janelas. O crepúsculo tomara o céu. Não sabia o que fazer. Estava entediada de tanto ficar em casa. Me arrumei um tereré e fui para a praça. Enquanto tomava reparava o que havia presente além de mim. Tinha um casal um tanto melento. Do outro lado um menino sozinho e me parecia estar triste. Chamei-o para se sentar ao meu lado. Ele se recusou então não insisti. Continuei tomando tereré. Contei um minuto e ele se sentou. Tomamos tereré juntos batemos um bom papo. E quando me dera conta já estava tarde, me despedi. Ele pediu meu telefone e o endereço de minha casa. Lhe passara o meu número e o endereço. Fui dormir e acordei com o despertador apitando. Me arrumei e tomei rumo ao trabalho. Voltei para o almoço. Almocei e arrumei a casa. Quando dera 12h30min tomei um banho me arrumei e voltei ao trabalho. Completando meu serviço voltara para casa. Exausta de tanto trabalho. Deitei-me no sofá assistindo um programa de música quando a campainha tocou. Quando abri a porta era o Edgar. Nunca me sentira tão feliz. Não entendi o porque mas, era tão bom, que não tem como explicar. Perguntei o que aconteceu porque ele estava um pouco triste. E felizmente era apenas cena. E com delicadeza abriu minha mão e colocara nela um CD do Blink 182. Não sabia o que dizer ou o que fazer. Então o abracei. Na conversa que tivemos um dia antes ele me perguntara qual era minha banda preferida e era Blink 182. Não tinha ideia que ele iria me dar um CD. Ele ficou parado.
- Ah! Me desculpe. Eu não deveria ter feito isso. Nós não temos intimidade o suficiente para eu te abraçar até porque, nós nem nos conhecemos muito. Me desculpa eu não devia ter feito isso.
Enquanto eu falava ele se aproximava de mim e eu me afastava dele. Até que cheguei à parede e fiquei sem saída. Ele olhava fixamente para meus lábios. Colocou suas mãos em minha nuca. E me beijou. Como eu não sabia como escapar e eu também nem conseguia pensar correspondi. Quando paramos olhei para ele que rira torto. Algo me fizera olhar para a porta. Vira o menino, o mesmo menino que me trouxe até à minha casa. Afastei Edgar e fui falar com ele.
- Oi! É... Obrigada por ter me ajudado ontem. Eu nem sei como lhe agradecer.
Enquanto eu falava ele não tirava os olhos de Edgar.
- Não precisa agradecer, só queria te ajudar.
Sua voz demonstrava angústia.
- Bom. Então, entre vamos comer ou tomar alguma coisa.
- Não. Você já está em companhia. Que parece perfeito.
Disse olhando para baixo e se afastando.
- Não! Espera! Hei!
Disse indo atrás. Ele parou.
- Mas se não quer entrar então, ao menos me diz o que lhe trouxe aqui.
- Eu vim aqui Amy Lee, para ver o quão linda você é. Mas, vejo que alguém te diz isso todos os dias, quando acordar.
- Não! Ele só é um amigo e você... Não tem ninguém melhor que você. Você me ajudou a levantar. Você foi como um anjo me salvando da escuridão. Você me ajudou e nem sei como lhe agradecer. E também como eu iria saber que você viria. Você não me disse nada, e eu nem sei seu nome. E o Edgar. Bom, o Edgar e eu o conheci ontem na praça. Mas, não é mais que amigo. E aquele beijo eu nem sei porque aconteceu. Eu havia abraçado ele e ele me beijou. Mas não porque eu queria era porque eu fiquei sem saída e...
- Hei! Não precisa ficar nervosa e nem me dar satisfações até porque quem sou eu para te impedir ou te julgar.
- Estranho eu me senti na obrigação de te explicar. Como se você fosse meu dono ou sei lá. Só sei que sinto algo muito forte por você. E isso eu nunca sentira antes. Me desculpa.
- Não você não tem com o que se desculpar eu é que tenho que lhe pedir desculpas. Por ter entrado em sua vida. Agora eu tenho que ir. Tchau.
- Mas não desapareça. Tchau.
- Talvez sim. - Respondeu baixinho.
De cabeça baixa e indecisa, voltei para casa.
- O que aconteceu? Você está bem. - Perguntou Edgar.
- Vá embora. - Pedi nervosa.
- Olha eu sei que o erro foi meu me desculpe, eu não sabia de nada...
- Vá embora! - Ordenei.
Ele atendera meu pedido e fora embora. Sentei no sofá novamente e meu coração estava apertado. Não queria nem imaginar como seria se o menino de olhos azuis não quisesse mais me ver. Eu não sabia o que estava acontecendo comigo, nunca sentira aquilo antes. Fiquei tão assustada que tentei dormir mas, não conseguia. Virava-me de um lado para o outro mas, nenhum jeito estava bom. Então desisti de tentar dormir. Fui para a cozinha tomei um copo d'água e fiz pipoca. Lembrei-me de alguns filmes de terror que ganhara de alguns amigos que eu tinha. Sem escolher peguei um e comecei a assistir. Estava tão aflita que não conseguia me concentrar no filme. Acabara a pipoca mas, o filme continuava. Fiz outra vez pipoca e peguei um pequeno tablete de chocolate que restava na geladeira. Apertei play no filme e continuei assistindo. Comecei a ficar com sono. E acabara adormecendo no sofá. Acordei com a luz do sol que invadira a sala. Pulei do sofá assustada consultei o relógio que marcava 8h13min. Escovei os dentes, troquei de roupa e as coisas banais como pente e tudo mais em minha bolsa. Entrei em meu carro e acelerei para chegar um pouco menos atrasada em meu trabalho. Chegando lá, minha secretária disse que o chefe estava à minha espera. Subi pelo elevador e fora falar com ele.
- Amy Lee! Que bom te ver!
Tinha completa certeza que ele iria me demitir. Pois, nunca estava bem-humorado, e a maioria das pessoas que foram demitidas me contavam que era como se ele tirasse um peso de sua consciência.
- Eu já sei. em precisa me dizer eu estou demitida. Não é?
- Quase! Na verdade eu notei que você anda faltando o trabalho e como hoje você veio atrasada. Eu só quero que você entenda que é para o seu bem. Mas,se eu fosse outra pessoa iria te demitir então, eu irei te dar uma chance. Uma única chance.Se você se superar, você poderá ter seu emprego garantido ou até ser promovida. Porém, se for ao contrário poderá ser rebaixada ou perderá o emprego. A ideia é o seguinte. Te darei uma semana, mas cheio de trabalho. Vários papéis e documentos que já eram para estar prontos já faz um tempo. Você tem que lê-los e e fazer um resumo de todos os papéis. Você aceita?
- Claro. Claro que sim.
- Ótimo. Pode voltar para sua sala. Pedirei para Cristina levar os papéis.
Pedi licença e voltei para minha sala. Sentei no pequeno sofá que havia no canto da sala, e respirei fundo. Depois de alguns minutos o telefone toca.
- Amy Lee, Cristina está aqui.
- Ok. Pode deixá-la entrar.
Cristina entrou com uma pilha de papéis. Deixou-os em cima da mesa. E saiu sem dizer nada. Eu sabia que não seria fácil, mas também não sabia que seria tão difícil. Achei que seria apenas alguns papéis e não uma pilha de papéis.
- O que está havendo? Que lugar é esse?
- Esse lugar, menina é o verdadeiro fim do mundo onde nada nem ninguém, merece vir para cá. Como dizem mesmo na terra, o inferno.
Ele dissera a última frase acompanhado de uma risada nem um pouco agradável. Saí correndo feito louca sem ter para onde ir. Procurando alguma saída. Até que encontrei outra pessoa. Perguntei o que estava havendo onde estávamos. Mas em resposta recebi gemidos de dor, Aproximei-me e olhei-o detalhadamente. Ele estava com um braço em volta a barriga e estava com o rosto todo machucado. Perguntei o que acontecera, mas ele não tinha voz. Não conseguia dizer se quer uma palavra. Apenas sussurrou: "Corra." Atendi ao seu pedido e saí correndo, mas eu não podia abandoná-lo. Então voltei e ajudei-o a levantar. Ele se recusou no começo, insistiu para que eu fosse embora. Então tive que falar mais alto e ele acabou cedendo. Fomos devagar, pois a dor que ele tinha fazia-o mancar o tempo todo. Depois de caminharmos horas e horas, conseguimos achar a saída. Chorei de alegria quando vi a claridade novamente. Saímos daquele lugar obscuro e assustador e entramos no lugar mais lindo e calmo. Olhei para ele de novo, seus olhos ao invés de estarem calmos estavam estatelados com medo. Com muito medo. Parecia que via algo que o assustara. Perguntei o que estava acontecendo, mas o susto era tão enorme que perdera a voz novamente. Então, olhei na mesma direção em que ele olhava. E vi um homem revestido de preto. Suas roupas estavam todas rasgadas, era um velho todo enrugado. Suas unhas eram enormes. A cabeça estava com uma toca que tampara o rosto todo. E andava de cabeça baixa. Foi chegando perto. O menino se renegando andando para trás e balançando a cabeça negativamente. O homem o tomou de meus braços sem olhar para mim e para ele. O levou de volta para o lugar escuro. O menino começou a gritar e a se bater. Tentei segurá-lo, mas o homem era mais forte que eu. Juntos começamos a gritar "não!". Mas não adiantava de nada. Um homem pegara-me pelos braços exatamente como o menino de olhos verdes fizera. Me afastava mais e mais daquele menino. Quando ele sumira gritei até minha voz sumir. Até que acordei. Estava suada. Minha cama toda molhada de suor. Fiquei alguns minutos tentando entender, tentando reconhecer aquele rosto, que me parecia familiar. lembrei-me de muitas pessoas exceto ele. Não conseguia lembrar de forma alguma de onde era. Busquei na memória lembranças de escolas, faculdades, trabalhos. Mas, não o via em lugar algum. Depois de minutos a procura de lembranças distantes, levantei-me e fora tomar banho. Peguei os lençóis e as cobertas molhadas, coloquei-as na lavandaria. Você deve se perguntar: " Como ela é? Se ela mora sozinha? Qual é o nome dela? Será que ela trabalha?".
Bom, eu moro sozinha. E como disse no começo fora muito humilhada então, acabei sendo expulsa da casa da minha mãe. Tive de ficar na casa de uns colegas até consegui arranjar dinheiro para comprar minha casa própria. Eu tenho 19 anos. E meu nome é Amy Lee. O resto acho que não tem importância. Até porque, quem gostaria de ficar na memória quem sofre o tempo todo? Continuando. Eu fui tomar banho. Para ver se eu parasse de pensar pelo menos um pouco, naquele sonho horrível e sem sentindo. Logo em seguida fui lavar os lençóis e cobertas. Peguei o colchão o coloquei no sol para secar. Depois de ter arrumado a casa. Parei para me alimentar. Não imaginara o quanto estava com fome. Logo após, sentei-me no sofá para assistir algo interessante que passava na televisão. Encontrara um canal que passava um filme muito chamativo. Que por conhecidência a personagem era idêntica a mim. Nunca parava para assistir filme. Acho que não era algo que eu gostasse. Enquanto ao filme, a garota é despejada de sua própria casa. Procurou achar um lugar para ficar enquanto ajuntava dinheiro para comprar ou alugar uma casa. Exatamente como eu fizera. Passado algum tempo a garota acha outro alguém para compartilhar a sua vida. Mas, logo ficara sozinha de novo. Até que decidiu não se apaixonar. Ela continuou a sua rotina. Trabalho casa. De vez em quando um cinema para se distrair nos finais de semana. De tanto ser pontual e esforçada ao trabalho, foi promovida de secretária para gerente. A vida dela ficou um pouco mais corrida do que era. Mais por incrível que pareça ela estava feliz por quão cansaço. Pois, não precisava procurar algo para se distrair. Apenas seu trabalho era suficiente. Depois de muitos dias ou até meses de trabalho. Seu chefe pedira para que tirasse uma férias. Até pagou passagens para Washington. Chegando lá, ela fora para o hotel que seu chefe havia reservado. Ao lado de seu quarto havia um menino um tanto lindo. Que também estava á passeio. Eles acabaram se conhecendo e o resto vocês já podem imaginar. Aquele velho final. "Eles viveram felizes para sempre." Acabado o filme vira o céu por entre as janelas. O crepúsculo tomara o céu. Não sabia o que fazer. Estava entediada de tanto ficar em casa. Me arrumei um tereré e fui para a praça. Enquanto tomava reparava o que havia presente além de mim. Tinha um casal um tanto melento. Do outro lado um menino sozinho e me parecia estar triste. Chamei-o para se sentar ao meu lado. Ele se recusou então não insisti. Continuei tomando tereré. Contei um minuto e ele se sentou. Tomamos tereré juntos batemos um bom papo. E quando me dera conta já estava tarde, me despedi. Ele pediu meu telefone e o endereço de minha casa. Lhe passara o meu número e o endereço. Fui dormir e acordei com o despertador apitando. Me arrumei e tomei rumo ao trabalho. Voltei para o almoço. Almocei e arrumei a casa. Quando dera 12h30min tomei um banho me arrumei e voltei ao trabalho. Completando meu serviço voltara para casa. Exausta de tanto trabalho. Deitei-me no sofá assistindo um programa de música quando a campainha tocou. Quando abri a porta era o Edgar. Nunca me sentira tão feliz. Não entendi o porque mas, era tão bom, que não tem como explicar. Perguntei o que aconteceu porque ele estava um pouco triste. E felizmente era apenas cena. E com delicadeza abriu minha mão e colocara nela um CD do Blink 182. Não sabia o que dizer ou o que fazer. Então o abracei. Na conversa que tivemos um dia antes ele me perguntara qual era minha banda preferida e era Blink 182. Não tinha ideia que ele iria me dar um CD. Ele ficou parado.
- Ah! Me desculpe. Eu não deveria ter feito isso. Nós não temos intimidade o suficiente para eu te abraçar até porque, nós nem nos conhecemos muito. Me desculpa eu não devia ter feito isso.
Enquanto eu falava ele se aproximava de mim e eu me afastava dele. Até que cheguei à parede e fiquei sem saída. Ele olhava fixamente para meus lábios. Colocou suas mãos em minha nuca. E me beijou. Como eu não sabia como escapar e eu também nem conseguia pensar correspondi. Quando paramos olhei para ele que rira torto. Algo me fizera olhar para a porta. Vira o menino, o mesmo menino que me trouxe até à minha casa. Afastei Edgar e fui falar com ele.
- Oi! É... Obrigada por ter me ajudado ontem. Eu nem sei como lhe agradecer.
Enquanto eu falava ele não tirava os olhos de Edgar.
- Não precisa agradecer, só queria te ajudar.
Sua voz demonstrava angústia.
- Bom. Então, entre vamos comer ou tomar alguma coisa.
- Não. Você já está em companhia. Que parece perfeito.
Disse olhando para baixo e se afastando.
- Não! Espera! Hei!
Disse indo atrás. Ele parou.
- Mas se não quer entrar então, ao menos me diz o que lhe trouxe aqui.
- Eu vim aqui Amy Lee, para ver o quão linda você é. Mas, vejo que alguém te diz isso todos os dias, quando acordar.
- Não! Ele só é um amigo e você... Não tem ninguém melhor que você. Você me ajudou a levantar. Você foi como um anjo me salvando da escuridão. Você me ajudou e nem sei como lhe agradecer. E também como eu iria saber que você viria. Você não me disse nada, e eu nem sei seu nome. E o Edgar. Bom, o Edgar e eu o conheci ontem na praça. Mas, não é mais que amigo. E aquele beijo eu nem sei porque aconteceu. Eu havia abraçado ele e ele me beijou. Mas não porque eu queria era porque eu fiquei sem saída e...
- Hei! Não precisa ficar nervosa e nem me dar satisfações até porque quem sou eu para te impedir ou te julgar.
- Estranho eu me senti na obrigação de te explicar. Como se você fosse meu dono ou sei lá. Só sei que sinto algo muito forte por você. E isso eu nunca sentira antes. Me desculpa.
- Não você não tem com o que se desculpar eu é que tenho que lhe pedir desculpas. Por ter entrado em sua vida. Agora eu tenho que ir. Tchau.
- Mas não desapareça. Tchau.
- Talvez sim. - Respondeu baixinho.
De cabeça baixa e indecisa, voltei para casa.
- O que aconteceu? Você está bem. - Perguntou Edgar.
- Vá embora. - Pedi nervosa.
- Olha eu sei que o erro foi meu me desculpe, eu não sabia de nada...
- Vá embora! - Ordenei.
Ele atendera meu pedido e fora embora. Sentei no sofá novamente e meu coração estava apertado. Não queria nem imaginar como seria se o menino de olhos azuis não quisesse mais me ver. Eu não sabia o que estava acontecendo comigo, nunca sentira aquilo antes. Fiquei tão assustada que tentei dormir mas, não conseguia. Virava-me de um lado para o outro mas, nenhum jeito estava bom. Então desisti de tentar dormir. Fui para a cozinha tomei um copo d'água e fiz pipoca. Lembrei-me de alguns filmes de terror que ganhara de alguns amigos que eu tinha. Sem escolher peguei um e comecei a assistir. Estava tão aflita que não conseguia me concentrar no filme. Acabara a pipoca mas, o filme continuava. Fiz outra vez pipoca e peguei um pequeno tablete de chocolate que restava na geladeira. Apertei play no filme e continuei assistindo. Comecei a ficar com sono. E acabara adormecendo no sofá. Acordei com a luz do sol que invadira a sala. Pulei do sofá assustada consultei o relógio que marcava 8h13min. Escovei os dentes, troquei de roupa e as coisas banais como pente e tudo mais em minha bolsa. Entrei em meu carro e acelerei para chegar um pouco menos atrasada em meu trabalho. Chegando lá, minha secretária disse que o chefe estava à minha espera. Subi pelo elevador e fora falar com ele.
- Amy Lee! Que bom te ver!
Tinha completa certeza que ele iria me demitir. Pois, nunca estava bem-humorado, e a maioria das pessoas que foram demitidas me contavam que era como se ele tirasse um peso de sua consciência.
- Eu já sei. em precisa me dizer eu estou demitida. Não é?
- Quase! Na verdade eu notei que você anda faltando o trabalho e como hoje você veio atrasada. Eu só quero que você entenda que é para o seu bem. Mas,se eu fosse outra pessoa iria te demitir então, eu irei te dar uma chance. Uma única chance.Se você se superar, você poderá ter seu emprego garantido ou até ser promovida. Porém, se for ao contrário poderá ser rebaixada ou perderá o emprego. A ideia é o seguinte. Te darei uma semana, mas cheio de trabalho. Vários papéis e documentos que já eram para estar prontos já faz um tempo. Você tem que lê-los e e fazer um resumo de todos os papéis. Você aceita?
- Claro. Claro que sim.
- Ótimo. Pode voltar para sua sala. Pedirei para Cristina levar os papéis.
Pedi licença e voltei para minha sala. Sentei no pequeno sofá que havia no canto da sala, e respirei fundo. Depois de alguns minutos o telefone toca.
- Amy Lee, Cristina está aqui.
- Ok. Pode deixá-la entrar.
Cristina entrou com uma pilha de papéis. Deixou-os em cima da mesa. E saiu sem dizer nada. Eu sabia que não seria fácil, mas também não sabia que seria tão difícil. Achei que seria apenas alguns papéis e não uma pilha de papéis.
....................................................Continua.......................................................